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25
Mar 09

Li um artigo de José António Saraiva, director do Sol, publicado na “tabu” de sábado passado, revista editada com o semanário. Fiquei em estado de choque quando comecei a ler o que o senhor lá dizia e as comparações que fazia.

“Na semana passada viajei até ao Atlântico profundo. E digo atlântico profundo' por analogia com 'país profundo' - para designar território português afastado da capital, perdido nos confins do mar.”

Por estarmos afastados da capital somos considerados “atlântico profundo”, como se estas ilhas fossem uma paragem obscura e sub-desenvolvida e as suas gentes uma cambada de ignorantes?

“Não sei naturalmente como o julgamento irá acabar, mas senti que a juíza não simpatizava comigo. Interrompeu-me logo de início, quando eu estava a descrever como funcionavam as coisas no jornal, e por mais de uma vez deixou escapar opiniões contrárias à minha explicação dos factos. Devo dizer que não estranhei este com­portamento. É vulgar os juízes da província reagirem deste modo. Em meios relativamente pequenos toda a gente se conhece - sendo natural e humano que os juízes, como figuras da terra, se dêem e sejam solidários com as personali­dades que lá vivem.” 

"É vulgar os juízes de província reagirem deste modo"????? Província?? Deve estar a gozar comigo, aliás connosco, Açorianos. Para não descer ao nível deste senhor vou apenas dizer que a maioria - se não todos - dos juízes a trabalhar nos Açores é do Continente.

Quem é que é mais provinciano??

publicado por tambemjatenhoumblog às 12:36

comentário:
Há gente que nunca se conseguiu ver livre do termo provincia. É bastante tipico numa determinada classe alfacinha. Esquecem-se é que a sua Lisboa também não é mais do que a capital da provincia...


JRV a 25 de Março de 2009 às 22:03

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